quinta-feira, 27 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Para eles.
Lá fora a vida corre escorreita
Com os crimes do costume e as merdas que enchem os jornais
Se cá dentro alguém sente o que se passa
Alguém nos aponta: nem conheces!
Mesmo sem a conhecer, a dor dos outros afecta-me
Mesmo sem saber o seu passado, a sua dor presente afecta-me
Dizem que não sou normal
Afirmam que sou sensível demais
Não me importo do que me acusam
Não faço caso do que falam de mim
Sou assim...
Com os crimes do costume e as merdas que enchem os jornais
Se cá dentro alguém sente o que se passa
Alguém nos aponta: nem conheces!
Mesmo sem a conhecer, a dor dos outros afecta-me
Mesmo sem saber o seu passado, a sua dor presente afecta-me
Dizem que não sou normal
Afirmam que sou sensível demais
Não me importo do que me acusam
Não faço caso do que falam de mim
Sou assim...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Muse
Primeira amostra do novo albúm Resistance dos MUSE.
Espero pelo concerto no Pavilhão Atlântico com muita ansiedade e expectativa...ou não fossem eles um "dos grupos" de sempre!!!
Até lá vamos ouvindo, e que todas sejam como esta... colossal e única...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
que hei-de falar?
O ceu está escuro, a vida não apresenta nenhum futuro
A vida está no fim, as nuvens não falam comigo
O som que me serve de guia, fraqueja e eu sinto o seu fraco pulsar
A música foge da existência, as notas negam a sua vivência
Se amanha existir vou voltar a lutar
Mas se tal não acontecer, esta que aqui se encontra
Vai simplesmente evaporar...
sábado, 1 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Festivais de Verão

Foram três dias de muita música e comunhão aqueles que se viveram no Passeio Marítimo de Algés. A convivência pacífica foi para mim um ponto de claro destaque, pois o civismo que por ali se viveu devia estender-se a mais gente e a todos os dias do ano...Mas questões à parte, o que na realidade levou ali milhares de pessoas foi a música, para todos os gostos...Aqui a MagicBlondGirl ficou rendida à força dos TV On The Radio, ao som dos Klaxons,ao surpreendente poder dos Slipknot e à intemporal magia dos Metallica, isto no primeiro dia. Na sexta-feira depois de uns animados Blasted Mechanism, foi a vez do tão ambicionado concerto dos Placebo, o qual vai ficar nas melhores memórias da minha vida, pois fizeram justiça à devoção que lhes tenho dedicado com um excelente concerto. No último dia, quando o corpo já implorava por clemência e uma caminha fofa, a surpresa veio com X-Wife, Madame Godard, Linda Martini (todos portugueses que mais uma vez encheram as medidas em prestações dignas de nota), Trouble Andrew (único e muito, mas muito, anos 80) e Lykke Li, que, depois de ter dado um fantástico concerto no ano passado no Super Bock em Stock, voltou a surpreender numa prestação fabulosa. Ainda nesse dia duas prestações marcaram pela positiva, A Silent Film plenos de qualidade, e Los Campesinos, uma revelação em palco.

Depois do cancelamento do concerto dos Depeche Mode, a expectativa cresceu em relação à edição lisboeta do Super Bock Super Rock deste ano. Confesso que o cartaz não enchia os meus sonhos mais secretos, mas nem por isso deixei de comparecer. E, em boa altura o fiz. Os Walkmen tiveram uma prestação excelente, apesar de, na minha opinião, o concerto que deram em Novembro no Tivoli no âmbito do Super Bock em Stock lhes ter sido muito mais favorável. Confesso que Mando Diao, que ficaram acima das minhas expectativas, e a Duffy, que não conseguiu surpreender, não encheram de alegria o relvado e as bancadas do Estádio do Restelo. O som não foi o melhor, bem pelo contrário, e as prestações foram mornas e sem grande brilho. A verdadeira surpresa, que no fundo não era surpresa nenhuma, chegou ao palco com The Killers. Tenho de admitir que não sou fã, mas, tal como os milhares de admiradores que ali se encontravam, também eu fiquei rendida à performance de Brandon Flowers e companheiros. Nada falhou, desde o cenário, ao som, passando pela voz e a música. Bem oleados e concentrados, The Killers revelaram-se uma máquina de palco à qual o público deu ainda mais fulgor, cantando, dançando e batendo palmas a cada música e interpretação.
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amem,
chorem e riam...ouçam boa música...sempre,
Vivam
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Laura...

As luzes da cidade iluminam a tristeza que preenche o rosto de Laura. O constraste entre ambas, luzes e tristeza, testemunha a singularidade desta noite que na aparência surge igual a tantas outras, mas que na essência delas se distingue. O motivo? Uma palavra lhe dá corpo: adeus. Laura diz adeus a algo que um dia a completou e a fez feliz, Laura diz adeus a um sonho que como as ondas do mar se diluiu nas areias da praia, Laura diz adeus aos momentos de efémera complementariedade que alguma vez sentiu.
Em seu redor o som da cidade preenche o vazio, mas é esse vazio que a faz sentir calma e tranquila. Na sua mente Laura grita " por favor calem-se"! Mas a vida teima em prosseguir o seu rumo. Na sua cabeça milhares de questões e dúvidas surgem, "se tivesse feito isto", "se naquele dia tivesse falado aquilo", "porque é que a minha boca não disse...".
Nada volta atrás, a vida corre como um rio e nada jamais volta a ser como dantes...Por isso Laura está triste, por isso chora lágrimas quentes, como quente foi o sentimento de união que teve o privilégio de sentir. Restam as imagens daqueles breves instantes de comunhão, os mesmos que vão trazer alegria às noites futuras onde a tristeza do rosto de Laura será iluminada pelas luzes da cidade que a rodeia...
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Thom Yorke - All For The Best
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Quero gritar...mas não me deixam

Quero gritar palavras de ordem
Quero gritar palavras de amor
Quero que o mundo oiça o meu clamar e a minha dor
Quero gritar até a voz me doer
Quero gritar até nada sentir
Quero que a gente sinta o meu sofrer
Quero que todos desejem a paz
Quero que o mundo deixe de olhar para tras
Quero que a vida ganhe novo impulso e renovado sabor
Mas taparam-me a boca e tiraram-me a voz
Fizeram de mim um ser amorfo
Que, incapaz de gritar, para sempre se vai calar
Levaram de mim o mais puro do meu ser
Roubaram-me a vida e, na essência, o meu viver
Hoje sou apenas isto, algo que vegeta
Amanhã quem sabe o que serei,
Talvez um objecto andante e falante
Nada de mais importante
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Muse (I Love You...forever)
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